Semana Euclidiana:
Diário de uma Expedição

Leia aqui as declarações de amor - e quem sabe, de ódio - a esse evento único!!

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"AMEI ir para a S.E., lá fiz muitas amizades, conheci muita gente legal e adquiri cultura (se é que Euclides da Cunha é cultura). Também gostei de passar noites e noites nas ruas de São José do Rio Pardo fazendo bagunça e acordando o pessoal rio-pardense que queria dormir para no outro dia ir trabalhar, gostei de ficar congelando a bunda sentada no túmulo do Euclides conversando um monte de papo-furado, de andar pelas ruas de cobertor parecendo mendigo, de ir dormir no Cristo para ver o sol nascer e acabar acordando e ver que o sol já havia nascido à tempos e que iríamos chegar atrasados nas aulas. Enfim gostei de tudo, até de tomar leite aguado, de ter que esperar "horas" para tomar banho e ter que aguentar o Marco Aurélio no meu pé querendo que eu tirasse foto. Tudo estava muito bom!
Existem dias que apenas vivemos e não percebemos que o mais importante na vida são os pequenos momentos que nos fazem e que nos deixam vivos. Se adoecessemos viveríamos cada dia de nossa vida como se fosse o último. Na S.E. vivi minha vida intensamente a cada instante, como se fosse o último dia de toda minha vida.
Quando lembrar da S.E. não se preocupe com a distância e quem deixou de estar lá ou não, apenas lembre-se da S.E. e tudo que é bom dura o suficiente para ser inesquecível."

Talita Furlan Afonso, a Grampola, de Campinas


"Rio Pardo, a Fronteira Final. No ano de 1997 partimos rumo ao desconhecido numa expedição de 7 dias para desbravar um novo mundo euclidiano, novas civilizações de maratonistas e novas culturas fudegueiras à procura de nós mesmos (ou de uma mulézinha).
Não meus caros leitores, eu não sou o Capitão Kirk, entre meus companheiros não se encontram o Sr. Spock ou o Dr. Mackoy e este não é o diário de Bordo da Nave Estelar Interprise.
Eu sou o Marco, amigo do Mario, não somos homens da Interprise, nós não somos sequer homens!! Somos os caras do CECEC (Centro de Estudos Culturais Euclides da Cunha) e esse é nosso diário intitulado: 'Semana Euclidiana: Diário de uma Expedição'.
Neste diário, amigos leitores, alguns dos desbravadores da Semana Euclidiana de 1997 irão contar suas aventuras, descobertas, experiências, aprendizados, histórias, mitos e lendas ainda frescos na memória, apesar do sono, da ressaca e da fudega. Ô Fudega!!! Isso tudo na Semana em que até o famoso galã do telejornal das oito, o Chupa-Cabras, virou maratonista e se revelou um fudegueiro nato.
Mesmo não estando a distância intergaláticas, para nós tudo pela terra pardense era imprevisível. Os 'klingons euclidianos', espécie (ou sub-espécie, se preferir) de 'euclidiotas mutantes', que dominavam Rio Pardo até bem pouco tempo atrás, imponto o domínio do terror aos estudos euclidianos, foram afastados do poder mas, como os homens da Interprise, os caras do CECEC não brincam quando o assunto é klingon.
Ao chegarmos à terra inóspita rio pardense, nenhum sinal de cultura (ou sub-cultura) klingon (Nota do Redator: não sei como escreve esse katzo). Fomos muito bem recebidos pelo novo diretor da Casa Euclidiana. A nave mãe está sendo agora comandada pelo Lázaro, um maratonista com grande espírito fudegueiro.
Nossas anotações de campo foram feitas a partir da convivência e observação da fauna e da flora (principalmente da flora) nativa e das advindas de outros 'paraísos ecológicos' (se é que vocês me entendem...).
No primeiro dia tentamos estabelecer contato com as várias civilizações de maratonistas presentes no alojamento, o que demorou um pouco devido aos vários dialetos presentes, alguns pareciam outra língua! Travamos contato com o dialeto francanês, paulistanês, cantagalês, campinês, canudês, cacondês e até florianopolês!!
A nossa experiência como maratonistas de longa data (alguns dos expedicionários fazem parte da Jovem Guarda) não foi bem assimilada de cara pela galera, por isso, coisas como o Fli, Strike, Herma, Fudega, Cristo, só pegaram no segundo ou terceiro dia, porém depois que emplacou, teve aventureiros indo para o Cristo na noite do dia 15 para o dia 16!!! De nossa parte, missão cumprida. É isso aí galera!!!
Para ajudar na divulgação de nossas experiências 'cecec-suais', no terceiro dia ressucitamos o falecido jornal 'O Berrante'. A sessão espírita foi realizada na redação do jornal local O Democrata, o qual invadimos (após consentimento, é claro). tirando os atentados à ética e à estética, o cadáver voltou em ótimo estilo.
Reza a lenda que na Herma, no segundo dia, uma maratonista paranormal ou anormal, como eu prefiro, estaria sentidno fortes vibrações vindas do túmulo do Euclides. Um desbravador cético, por sinal eu, acreditando que o problema dela fosse de vibrações advindas da fermentação alcoólica em seu estõmago, riu da mina, recebendo por isso a intimação de sentir as vibrações. Não sentindo nada, o pobre desbravador (eu) recebeu a alcunha pejorativa de 'PASSIVO', tendo que carregar esse carma para o resto dos seus dias. Antes que eu me esqueça, isso é uma INJÚRIA!!!
Realizando um despacho na Herma, a figura espiritual do 'Pai Jaú', elemento famoso em Bauru, nos conta outro fato curioso ocorrido neste local, presenciado apenas por essa entidade espeiritual: o acasalamento ocorrido em cima do túmulo do Euclides, à luz de luminárias fortíssimas. Provavelmente, o 'Pai Jaú' tomou uma catuaba, a bebida do momento, a mais, e saiu espalhando ele próprio esse boato. Até prova em contrário, essa é mais uma das lendas do 'Pai Jaú'. Repetimos: até prova em contrário! Os caras do CECEC não acreditam em tudo, mas também não duvidam de nada...
Foram feitas e presenciadas pelos caras do CECEC incríveis demonstrações de fé no Cristo. Os fiéis maratonistas atravessaram noites adentro, (ou noite afora, se preferir) 'rendendo homenagens ao Cristo' num frio de 'rachar taquara a grito'!
Os caras do CECEC, que não são bobos nem nada, deram agasalho e colo às jovens e fiéis maratonistas que, em retribuição, deram carinho, muito carinho a eles. Infelizmente, não pude estar presente. Eu, que também sou um cara do CECEC e também de bobo não tenho nada, estava realizando pesquisa de campo em outro 'campo'. Tudo pela ciência e pelo 'progresso da humanidade'.
Durante o Ciclo de Estudos e as Mesas Redondas, notamos diferentes modos de comportamento dos maratonistas, dos professores e dos professores-maratonistas.
A maior parte dos alunos seguiu a indicação d'O Berrante e resolveu usar óculos escuros para a 'Travessia do Cambaio', provavelmente tremendo o sol forte...
Houve uma reação no mínimo original quando um dos professores, achando que estava em outro lugar mais universal, resolveu 'passar a sacolinha'. Durante seu inflamado discurso de necessitado, seu celular tocou e um dos maratonista deu a solução para o seu problema de grana: -- Venda o celular!!!
No quarto dia pudemos perceber que nem os palestrantes suportam a fadiga de uma tarde quente e seca de inverno rio-pardense e cochilam ao som suave de outro palestrantes discorrendo seu discurso...
Já no sexto dia, pudemos observar que, diante de uma cruzada de pernas tripla mortal, nem os pilares rígidos (Nota do editor: no bom sentido) aguentam o tremor, abalando suas estruturas, durrubando até copos d'água.
No último dia, todos passaram pelas angústias humanas de um doente terminal: 1º A Dúvida (A Semana Euclidiana acabou???); 2º A Certeza (Sim, acabou); 3º A Negação (Nããããããããooooo...); 4º A Raiva (Droga, acabou a fudega!!! Eu quero morrer!!! Tirem-me a vida, mas a fudega não!!!); 5º O Desespero (Hááááááá, eu quero fudegar, eu não quero ir embora, hááááááá); 6º A Aceitação (Vou ter que voltar à minha vida monótona de sempre... Buááááááá, snif, snif...); 7º A Auto-compaixão (Mulézinha agora, só no ano que vem...) e por fim, Uma Promessa: O ano que vem eu volto, Ô Fudega!!!
Nós, os corajosos expedicionários, os audazes desbravadores, os incríveis e onipotentes caras do CECEC desejamos a todos os novos expedicionários que guardem com carinho suas lembranças pessoais da Semana Euclidiana. Ou vocês acham que eu contei tudo?!? Tem coisas, saudosos leitores, que nós só contamos em biografias póstumas, porque assim, quem se lasca com os processos por danos morais são os nossos herdeiros!!! Há! Há! Há! Há!
Gostaríamos de mandar saudações euclidianas aos nossos amigos, os homens da Interprise que, como nós, apesar deles serem homens, são eternos maratonistas.
Antes de encerrar essas anotações, gostaríamos de avisá-los que, depois da marcante presença do nosso galã Chupa-Cabras nessa Se/97, estamos agora tentando comprar o passe do ET de Varginha para Rio Pardo. As negociações estão difíceis, pois os mineiros donos do passe estão com uma proposta milionária do Barcelona. Seria a melhor dupla de ataque do Brasil. O ET assusta e o Chupa-CAbras chupa, no bom sentido, é claro. Se é que que existe bom sentido em se 'chupar' alguém.
Bom querido diário, é isso aí... 'querido diário'... que coisa de... PASSIVO... PASSIVO NÃO!!!

Marco Aurélio Gumiéri Valério, o Tarcisio Meira da SE97, de São José do Rio Pardo



"A Semana Euclidiana, além de ser um evento cultural importante, é também um evento que reúne pessoas de vários lugares do estado, isso é maravilhoso, porque você conhece pessoas de muitos lugares diferentes. Estas pessoas se tornam pra você tão especiais que quando vão embora parece que uma parte de você foi junto, é muito legal a convivência com elas, a parte ruim é quando todos tem que voltar para suas casas, suas cidades.
O que sinto pela S.E. não dá prá colocar no papel, é um sentimento tão forte que eu não sei explicar, só tenho uma coisa a dizer: É muito bom participar da S.E."

Keti Bernardotti, de Descalvado-SP



"Semana Euclidiana! Que fale mal todo aquele que nunca participou, porque não há maratonista ou ex-maratonista com coragem suficiente para fazê-lo.
Esta semana é sempre tempo de ser e fazer amigos. Conhecer pessoas que até então não se imaginava existir.
É tempo de ficar nervoso com as filas para: tomar banho, comer, lavar os pratos, etc..
São as noites sem dormir, são aulas dormindo, é a herma, é o Cristo, são os namoros.
É a tristeza de quando se vai embora, são os fatos, as fotos, os bons e maus momentos, enfim são as lembranças.
E quando se chega em casa, fica-se sonhando com o próximo ano, para que a escola o mande novamente, se você não ficar entre os 30 primeiros.
Eu particularmente senti que meu jeito de ser e de pensar se transformaram depois de minha primeira Semana Euclidiana.
Mas, simplificando, Semana Euclidiana é isso: felicidade, descontração, muitos passeios, estudos, amizade e alguns Amores (às vezes).
Viva Euclydes!..."

Rosa Maria Teixeira de Oliveira, de Igaraí-SP


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